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HISTÓRIA DO BRASIL - REVOLTAS, CONFLITOS, REBELIÕES, REVOLUÇÕES, GOLPES e GUERRAS

Esta seção descreve, resumidamente, os conflitos, revoltas, conflagrações, inconfidências, golpes, batalhas e guerras importantes ocorridos no Brasil ou com o Brasil, desde os seus primórdios até a atualidade. Os subtítulos abaixo, referentes aos conflitos, em ordem cronógica, são os mais comuns nos livros didáticos e materiais dedicados ao tema.

Os primeiros confrontos ocorridos no Brasil foram entre os portugueses, colonizadores-exploradores católicos, e os indígenas, 'naturais' ou 'nativos' do 'Novo Mundo'. A 'confraternização' descrita por Pero Vaz de Caminha, escrivão da armada cabralina, pouco durou. O dominador impõe sua 'pax lusitana' dominando pelas armas, dividindo ou jogando tribo contra tribo, ou contra outros 'invasores' (franceses, ingleses, franceses...). Verifica-se a eficácia, com frequência violenta, da exploração colonialista portuguesa e os seus meios tornados fins em si mesmos.

Tomé de Souza (1º governador-geral do Brasil) é o pioneiro na utilização de canhões contra tribos; Álvaro da Costa aniquila tribos em Pirajá e Itapoã (1555); Mem de Sá conduz pelo menos três guerras contra tabas (aldeias indígenas), na Bahia e no Espírito Santo; Portugal decreta o combate aos caetés (devoradores dos '100 náufragos'); bandeirantes, ao longo do tempo, apresam e dizimam cerca de 500 mil índios; Morais Navarro (bandeirante pioneiro paulista) convida tribos para confraternização e mata-as todas, à traição; Anhanguera bota fogo em tribos inteiras, e tantos outros exemplos da iniciativa e ação brutal praticada pelos portugueses 'civilizadores', desde os princípios brasílicos .

Naturalmente que os indígenas reagem à dominação material e espiritual. Destroem a Vila da Rainha (norte do Rio de Janeiro), Bertioga (litoral paulista), devoram toda a comitiva de Pereira Coutinho (donatário da Bahia, por volta de 1534), ou, os 100 náufragos, da nau 'Nossa Senhora da Ajuda', além de D. Pero Afonso Sardinha, primeiro bispo do Brasil; dizimam bandeiras e monções (expedições bandeirantes ao longo dos grandes rios do sudeste e do centro-oeste brasileiro) além de combaterem ao lado de ingleses, holandeses, franceses e outros europeus interessados. Segundo escreveu o jornalista Rogério Braga, foi uma "resistência heróica ao domínio, ao sacrifício e a quase escravidão". Salvo a vocação jesuítica e algumas exceções esparsas, a dominação e a submissão do indígena só arrefeceu, um pouco, após a missão integradora de Rondon.

Milhões de indígenas morreram, aqui no Brasil, de doenças e em guerras, sistematicamente, em nossa breve história. Atualmente, cerca de 700 mil índios vivem em reservas, usufrutuários de suas próprias terras, cerca de 14% do território nacional, controladas por poderosas ONGs. Preferimos considerar que os índios são exemplos de preservação e convívio pacífico e intemporal com o meio natural. Com eles, aprendemos a sobreviver nos trópicos, e, com eles, aprenderemos, algum dia, a preservar e a respeitar a natureza.

 

FRANÇA ANTÁRTICA (1555-1567) - O nome 'França Antártica' designa a tentativa de implantar colônia francesa no Brasil (Rio de Janeiro). Em 1554, Nicolas Villegagnon, oficial francês, convenceu o rei da França (Henrique II) a criar, secretamente, uma colônia na região da Baía da Guanabara.

A expedição inicial, com cerca de 600 passageiros (a maioria de ex-presidiários), parte, com o objetivo de iniciar uma colônia militar e comercial, o que, se bem sucedido, possibilitaria à França interferir e participar do comércio com as Índias.

Primeiramente, contando com o auxílio dos tupinambás, faz-se o Forte Coligny (ilha de Serigipe - Baía da Guanabara), dotado de cinco baterias voltadas ao mar. Devido à imposição de Villegagnon, vários franceses casam-se com índias, passando a viver entre os índios, como índios. Conta-se que, cerca de 60 colonos, estabeleceram-se na região da praia do Flamengo, por volta de 1556. Tal colônia ficou conhecida como Henriville e não teve consequências históricas.

Na França, Gaspar de Coligny, líder huguenote, organiza uma expedição, desde Genebra, com aproximadamente 300 protestantes, para colonizarem a França Antártica. Villegagnon, ainda que desejoso de ampliar o pequeno e já regular comércio mantido com a metrópole francesa, deixa, porém, o Brasil em 1559, chamado pela corte, e defende-se das acusações dos calvinistas (supostamente o grupo de Coligny perde-se nas matas tropicais brasileiras).

Mem de Sá, terceiro governador-geral do Brasil, a partir de 1559, decide expulsar os franceses da Baía da Guanabara. As forças navais de Mem de Sá alcançam a Guanabara em 21 de fevereiro, após a captura de uma nau francesa carregada de mantimentos e gêneros tropicais. Em 15 de março, reforçada a armada portuguesa, faz-se um ultimato à Bois-le-Compte (sobrinho de Villegagnon e comandante do Forte). O ataque, bem sucedido, chamou-se "ataque à ilha das palmeiras". O forte foi totalmente destruído em 17 de março de 1559. Mem de Sá volta a Salvador, sem garantir, entretanto, a defesa posterior do local. Os franceses, evadidos durante os conflitos, retomam em pouco tempo suas atividades mercantis.

O Padre Manuel da Nóbrega sugere à Catarina da Áustria (esposa de D João III, rainha de Portugal de 1525 a 1557) que se funde cidade na região da Guanabara para garantir o domínio português na região. Estácio de Sá (sobrinho de Mem de Sá) recebe da rainha, prerrogativas de capitão-mor e dirige-se à região, por volta de 1563. Foi um período de combates esparsos com ataques violentos de Tamoios (aliança de povos indígenas tupis liderada por tupinambás) aos esforços dos jesuítas.

Após 9 meses de instabilidades, no dia 1º de março de 1565, Estácio de Sá desembarca numa pequena praia próxima ao Pão de Açúcar. Inicia-se a construção de um forte (atual Fortaleza de São João) e é declarada fundada a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (nome do soberano português e também do santo padroeiro da cidade - as três setas do martírio de São Sebastião são as tradicionais armas da cidade). A cidade recém-fundada é logo atacada por naus e canoas francesas vindas de Cabo Frio. Estácio de Sá resiste e repele os invasores.

Cerimônia de posse com a concessão de sesmarias e com a nomeação do primeiro Juiz Ordinário da nova cidade é realizada em longo cortejo, em 24 de julho de 1565. Nos próximos meses, Estácio de Sá vem a conceder 55 sesmarias.

Segundo a lenda, São Sebastião em pessoa, auxiliou os portugueses, quando sob o ataque dos Tamoios. Existe até hoje a tradição folclórica de se simular ataques de indígenas em canoas, nas águas da baía, e a intervenção divina do santo padroeiro.

Estácio de Sá ainda governou e combateu os franceses por dois anos. Após receber reforço (por parte de seu tio), em 20 de janeiro de 1567, conseguiu expulsar finalmente os franceses da região vindo, porém, a falecer, um mês após devido aos ferimentos sofridos em batalha.

A coroa portuguesa intensifica esforços no sentido de ocupar e colonizar o Brasil após a derrocada da França Antártica.

 

CONFEDERAÇÃO DOS TAMOIOS (1556-1567) - Revoltas ligadas à invasão da Baía da Guanabara (França Antártica).  A tribo tupinambá, elemento central de tais conflitos, localizava-se no litoral norte de São Paulo, da Bertioga ao Cabo Frio (Rio de Janeiro). Os incidentes começaram em meados de 1554. Os participantes do conflito foram os portugueses, os franceses e as tribos Tupinambá, Guaianás, Aimoré e Temiminó.

João Ramalho, companheiro de Brás Cubas (governador da capitania de São Vicente) casara-se com Bartira, filha do cacique Tibiriçá ('Maior  dos Vigilantes'), chefe dos guaianases. A colaboração dos guaianases com os portugueses (cunhadismo) levou à fundação da vila de São Paulo de Piratininga, pelos jesuítas Manuel da Nóbrega e José de Anchieta.

Insuflados por Brás Cubas, portugueses e guaianases lançam-se sobre os tupinambás, aprisionando o chefe Caiçuru e escravizando a tribo. Aimberé, filho de Caiçuru (morto em cativeiro), e Cunhambebe, iniciam a contra-ofensiva, com o auxílio de tupinambás, goitacases e franceses. Caiçuru pretendia atrair o sobrinho de Tibiriçá, para a Confederação, porém Jagoanharó ('Cão Bravo') é morto pelo tio. Os tamoios avançam com bravura sobre guaianases e portugueses infligindo-lhes pesadas perdas, inclusive a morte de Tibiriçá.

Os jesuítas Anchieta e Nóbrega conseguem a trégua, garantindo a libertação dos indígenas escravizados.

Na sequência, dá-se a expulsão dos franceses e seus aliados tamoios da Guanabara. Os tupinambás passam a ser sistematicamente caçados e escravizados pela colônia portuguesa, fortalecida pelos reforços do capitão-mor Estácio de Sá.

Os conflitos com as tribos causaram constantes perdas humanas e materiais, devido às rebeliões e aos violentos ataques nos assentamentos coloniais. Os portugueses decidem, em consequência disso, explorar a utilização de negros africanos escravizados na colônia.

 

GUERRA DOS AIMORÉS (1555-1673) - A bandeira de Fernão de Sá, na região do Espírito Santo, entrava em conflitos violentos com os Aimorés, e é destruída pelos índios, por volta de 1558. Segundo alguns comentaristas da História inicial do Brasil, os Aimorés eram índios selvagens e nômades. Na época mencionada, as suas tribos vinham caçando, pescando e matando inimigos ao longo dos rios Jaguaripe e Paraguaçu. Um rastro de devastação vinha desde a região de Ihéus, Porto Seguro e outras localidades.

GUERRA DOS POTIGUARES (1586-1599)

BANDEIRISMO - Entradas e Bandeiras

GUERRA DOS PALMARES

FRANÇA EQUINOCIAL (1612)

LEVANTE DOS TUPINAMBÁS (1617-1621)

INVASÃO HOLANDESA - INSURREIÇÃO PERNAMBUCANA (1630-1654)

REVOLTA DE AMADOR BUENO (1641)

MOTIM do NOSSO PAI (1666)

REVOLTA DE BECKMAN (1684-1685)

CONFEDERAÇÃO DOS CARIRIS (1686-1692)

GUERRILHA dos MURAS

GUERRA DOS EMBOABAS

REVOLTA do SAL (1710)

GUERRA DOS MASCATES (1710-1711)

MOTINS do MANETA (1711)

REVOLTA DE FELIPE dos SANTOS (1720)

GUERRA dos MANAUS (1723-1728)

RESISTÊNCIA GUAICURU (1725-1744)

GUERRA GUARANÍTICA (1751-1757)

INCONFIDÊNCIA MINEIRA (1789)

CONJURAÇÃO BAIANA - REVOLUÇÃO dos ALFAIATES (1798)

CONSPIRAÇÃO dos SUASSUNAS (1801)

INVASÃO da GUIANA FRANCESA (1809-1817)

REVOLTA ou INCORPORAÇÃO da CISPLATINA (1816)

REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA (1817)

REVOLUÇÃO LIBERAL de 1821

INDEPENDÊNCIA da BAHIA (1821-1823)

INDEPENDÊNCIA do BRASIL (1822-1823)

A BERNARDA (1822)

CONFEDERAÇÃO do EQUADOR (1823-1824)

GUERRA CISPLATINA (1825-1828)

REVOLTA dos MERCENÁRIOS (1828)

NOITE das GARRAFADAS (1831)

CABANADA (1832-1835)

FEDERAÇÃO do GUANAIS (1832)

A RUSGA (1834)

CABANAGEM (1834-1840)

REVOLTA dos MALÊS (1835)

REVOLUÇÃO FARROUPILHA (1835-1845)

SABINADA (1837-1838)

BALAIADA (1838-1841)

REVOLTAS LIBERAIS (1842)

REVOLTA dos LISOS (1844)

REVOLTA do FECHA-FECHA (1844)

MOTIM do MATA-MATA (1847-1848)

INSURREIÇÃO PRAIEIRA (1848-1850)

GUERRA ORIBE e ROSAS (1850-1852)

GUERRA do RONCO de ABELHA (1851-1854)

LEVANTE dos MARIMBONDOS (1852)

REVOLTA da FAZENDA IBICABA (1857)

MOTIM da CARNE SEM OSSO (1858)

GUERRA CONTRA AGUIRRE (1864-1865)

GUERRA DO PARAGUAI (1865-1870)

GUERRA dos MUCKERS (1868-1874)

REVOLTA do QUEBRA-QUILOS (1874-1875)

GUERRA das MULHERES (1875-1876)

REVOLTA do VINTÉM (1880 e 1883)

PROCLAMAÇÃO da REPÚBLICA - GOLPE de 15 de NOVEMBRO (1889)

REVOLUÇÃO FEDERALISTA (1893-1894)

REVOLTA da ARMADA (1894)

REPÚBLICA de CUNANI (1895-1900)

GUERRA de CANUDOS (1896-1897)

REVOLUÇÃO ACREANA (1900-1903)

REVOLTA da VACINA (1903)

REVOLTA da CHIBATA (1910)

GUERRA do CONTESTADO (1912-1916)

SEDIÇÃO de JUAZEIRO (1914)

REVOLTA dos 18 do FORTE (1922)

COLUNA PRESTES (1923-1925)

REVOLTA PAULISTA de 1924

REVOLUÇÃO de 30

REVOLTA de PRINCESA (1930)

REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA de 1932

INTENTONA COMUNISTA (1935)

INTENTONA INTEGRALISTA (1938)

2ª GUERRA MUNDIAL - FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA (1943-1945)

GOLPE MILITAR de 1964

GUERRILHAS URBANAS e RURAIS (1965-1972)

GUERRILHA do ARAGUAIA (

 
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